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Há um drama de treva e luz.
Como o Cristo — a liberdade
Sangra no poste da cruz.
Um corvo escuro, anegrado,
Obumbra o manto azulado,
Das asas d’águia dos céus…
Arquejam peitos e frontes…
Nos lábios dos horizontes
Há um riso de luz… É Deus.
e a lua reflete no mar
essa é a atração na noite
esse lindo luar
pois ele não é mais bonito do que você
Já não me arranca um riso. A rósea tarde
Já não me doura as descoradas faces
Que gélidas se encovam.
JUNQUEIRA FREIRE
Quando eu morrer… não lancem meu cadáver
No fosso de um sombrio cemitério…
Odeio o mausoléu que espera o morto
Como o viajante desse hotel funéreo.
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.
Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlito.
O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.
Um poeta é sempre irmão do vento e da água:
deixa seu ritmo por onde passa.
Venho de longe e vou para longe:
mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho
e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes
andaram.
a natureza e a nação.
Disse que as pessoas nunca iriam mudar,viraram egoístas,só pensavam em dinheiro e em seu bem estar.
Que o mundo iria acabar pouco a pouco,para um mundo melhor depois se formar,mas não concordo com esse anjo pois tenho a esperança,de um mundo melhor a gente conseguir buscar.
Se cada um,ajudar um pouco muito mais fácil vai ficar,
repousante,
aconchegante,
irradiante…
é a palavra da melodia,
os acordes de uma sinfonia,
as estrofes de uma poesia,
a harmonia de uma orquestra
o ritmo da liberdade
presente em qualquer idade
na incessante busca da verdade
ou na canção de uma saudade
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?