Ninguém sabe a dor que sente um coração apaixonado,
Sua aparência é de espelho espedaçado,
Sua imagem é como fragmento do passado,
Seu tamanho é do globo terrestre
Comprimido no formato de uma uva silvestre,
Esperando sentir a sua amada
Quando o tudo se torna em nada,
Sua cor é a da palha
Pálida, seca e quebradiça
Pedindo o calor do corpo alheio,
Que queima sem pudor,
É fonte que jorra incessantemente
Paixão, ciúme, desejo permanente,…,,
Que no meio de um deserto quente,
Sofre pedindo um beijo ardente
No silêncio da angústia,
Sonha…,
Imagina que a realidade não é a que ele traz,
A que idealiza é a que satisfaz,
Banha sua vida com as lágrimas
Que rolam para dentro,
Solo encharcado é o seu interior
Porém o cenário não muda de cor
Tudo que toca murcha,
Seu sorriso é falso,
Sua alegria espasmos
Que o dia traz ao acaso,
Espera que volte,
Que seja rotina a vida
Trazendo a amada querida,
Que o destino lhe roubou.
Autor: José Niella Neto