Mensagens e Amor

Mensagens de amor, carinho e amizade. Mensagens românticas

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Archive for setembro, 2010

Quando eu Morrer …

Eu morro, eu morro. A matutina brisa
Já não me arranca um riso. A rósea tarde
Já não me doura as descoradas faces
Que gélidas se encovam.
JUNQUEIRA FREIRE

Quando eu morrer… não lancem meu cadáver
No fosso de um sombrio cemitério…
Odeio o mausoléu que espera o morto
Como o viajante desse hotel funéreo.

O Gondoleiro do Amor

BARCAROLA

DAMA-NEGRA

Teus olhos são negros, negros,
Como as noites sem luar…
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar;

Sobre o barco dos amores,
Da vida boiando à flor,
Douram teus olhos a fronte
Do Gondoleiro do amor.

Tua voz é cavatina
Dos palácios de Sorrento,
Quando a praia beija a vaga,
Quando a vaga beija o vento.

E como em noites de Itália
Ama um canto o pescador,
Bebe a harmonia em teus cantos
O Gondoleiro do amor.

Horas de Saudade

Tudo vem me lembrar que tu fugiste,
Tudo que me rodeia de ti fala.
Inda a almofada, em que pousaste a fronte
O teu perfume predileto exala

No piano saudoso, à tua espera,
Dormem sono de morte as harmonias.
E a valsa entreaberta mostra a frase
A doce frase qu’inda há pouco lias.

As horas passam longas, sonolentas…
Desce a tarde no carro vaporoso…
D’Ave-Maria o sino, que soluça,
É por ti que soluça mais queixoso.

Boa-Noite

Veux-tu donc partir? Le jour est encore éloigné;
C’était le rossignol et non pas l’alouette,
Dont le chant a frappé ton oreille inquiète;
Il chante la nuit sur les branches de ce grenadier,
Crois-moi, cher ami, c’était le rossignol.
SHAKESPEARE

Boa-Noite, Maria! Eu vou-me embora.
A lua nas janelas bate em cheio.
Boa-noite, Maria! É tarde… é tarde…
Não me apertes assim contra teu seio.

Boa-noite!… E tu dizes — Boa-noite.
Mas não digas assim por entre beijos…
Mas não mo digas descobrindo o peito,
— Mar de amor onde vagam meus desejos.

Julieta do céu! Ouve… a calhandra
Já rumoreja o canto da matina.
Tu dizes que eu menti?… pois foi mentira…
…Quem cantou foi teu hálito, divina!

Se a estrela-d’alva os derradeiros raios
Derrama nos jardins do Capuleto,
Eu direi, me esquecendo d’alvorada:
“É noite ainda em teu cabelo preto…”

Adormecida

Ses longs cheveux épars la couvrent tour entiere
La croix de son collier repose dans sa main,
Comme pour témoigner qu’elle a fait sa priere.
Et qu’elle va la faire en s’éveillant demain.
A. DE MUSSET

Uma noite, eu me lembro… Ela dormia
Numa rede encostada molemente…
Quase aberto o roupão… solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.

‘Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina…
E ao longe, num pedaço do horizonte,
Via-se a noite plácida e divina.

De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras,
Iam na face trêmulos — beijá-la.

Cismar

Fala-me, anjo de luz! és glorioso
À minha vista na janela à noite,
Como divino alado mensageiro
Ao ebrioso olhar dos froixos olhos
Do homem que se ajoelha para vê-lo,
Quando resvala em preguiçosas nuvens
Ou navega no seio do ar da noite.
Romeu

Ai! Quando de noite, sozinha à janela,
Co’a face na mão te vejo ao luar,
Por que, suspirando, tu sonhas donzela?
A noite vai bela,
E a vista desmaia
Ao longe na praia
Do mar!

Amor

Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!

Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!

É Ela! É Ela! É Ela! É Ela!

É ela! É ela! – murmurei tremendo,
E o eco ao longe murmurou – é ela!
Eu a vi… minha fada aérea e pura -
A minha lavadeira na janela!

Dessas águas-furtadas onde eu moro
Eu a vejo estendendo no telhado
Os vestidos de chita, as saias brancas;
Eu a vejo e suspiro enamorado!

Esta noite eu ousei mais atrevido
Nas telhas que estalavam nos meus passos
Ir espiar seu venturoso sono,
Vê-la mais bela de Morfeu nos braços!

Como dormia! Que profundo sono!…
Tinha na mão o ferro do engomado…
Como roncava maviosa e pura!…
Quase caí na rua desmaiado!

Afastei a janela, entrei medroso…
Palpitava-lhe o seio adormecido…
Fui beijá-la… roubei do seio dela
Um bilhete que estava ali metido…

Oh! de certo… (pensei) é doce página
Onde a alma derramou gentis amores;
São versos dela… que amanhã de certo
Ela me enviará cheios de flores…

Paixão não é amor

É preciso decifrar
Entre o amor e a paixão
Amor é constante e delicado
Sabe bem compreender
A paixão bem arrasadora
E avança velozmente sem pensar
Há quem vai machucar
Se conseguires vê o que é sinceridade
Entenderas que sonhar é compartilhar

Foi com você

Eu hoje mulher desvairada,
Mas que fui aquela seu menina
Que ainda assustada
Aprendia a vida

Foi nos teus lábios
Que aprendi a beijar
Nos teus braços
Que aprendi a amar

Foi nos teus olhos
Que aprendi a caminhar
E a teus desejos
Me entregar
Sem saber que seriam
Meus piore erros