Com que outrora eu te amei.
E depois destes anos eu sei
Que te amo hoje menos, do que amanhã.
Quero-te com a mesma ternura
Com que outrora eu te quis.
E sei que tu me fazes feliz
Tornas a minha vida cheia de ventura.
Quero-te com a mesma ternura
Com que outrora eu te quis.
E sei que tu me fazes feliz
Tornas a minha vida cheia de ventura.
de rara borboleta
banhada em cores e luz
e sempre tão suave
como um beijo matinal
sorriso que me acabo
ao léu do teu descaso
lembrança de tortura
elegia de amargura
não vou passar além
na nuvem pura de algodão
um lírio ensanguentado
pingando lava violeta
desmancha-se no crepúsculo
no céu dos meus amores
enchendo lentamente
uma taça sinuosa de horrores
de fel e dissabores
Deus não fala comigo – e eu sei que me conhece.
A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.
A estrela sobe, a estrela desce…
- espero a minha própria vinda.
Não preciso de tantas jóias brilhantes
Nem quero utensílios de fina prata.
É os teus olhos – a riqueza exata
Que guardo em cofres de diamantes.
Quando a gente ama muito
Que é impossível dizer o quanto
Quando o riso mescla-se com o pranto
Em meio a um abraço fortuito
Eu quero escrever um livro ( e publica-lo)
Quero aprender a tocar um violão!
Quero saber nadar, quero sair do chão
Num zepelim. Andar de skate e a cavalo.